sábado, 7 de novembro de 2009

SEXO

Por Gustavo do Carmo

Cheiros
Esperava sentir cheiro de rosas e jasmin quando chegasse a sua vez. Sentiu um pouquinho do perfume dela. Mas sentiu também cheiro do corpo e de bacalhau. Adorou a experiência.


Estupro
Sequestrou três lindas moças. Queria estuprar uma e obrigar as outras duas a assistir. Mas o que elas viram foi ele broxar.


Oportunidade
Teve a tão sonhada oportunidade de perder a virgindade com o seu ídolo. Só nunca sonhou em broxar com ela.


Fantasia I
A mulher pediu que o marido realizasse sua fantasia sexual: ser estuprada. Ele foi acusado de estupro.


Fantasia II
Pediu para realizar uma fantasia sexual: rasgar as roupas da namorada e torturá-la. Filha de ex-militante contra a ditadura, ela o denunciou por tortura.


Revista
Tirou fotos nua e sensual. As imprimiu numa revista exclusiva e deu de presente de aniversário para o marido. Este nunca mais transou com a mulher. Trancou-se no banheiro da suíte todas as noites.


Café da Manhã
No dia do seu aniversário, sua mulher lhe trouxe o café na cama. Estava nua. Ele descobriu que estava cego.


Lista
Realizou o sonho de ter uma noite de amor com sua amada platônica. Depois descobriu que ele estava na lista dos 10 sacrifícios para ela fazer antes de morrer de câncer: "Realizar um desejo".


Falha
— Você é virgem, não é, amor? Eu entendo a sua falha.
— Não. Eu já transei com a minha primeira mulher.
— Então vc nunca gozou na sua vida?


Poledance
Instalou uma barra de ferro para fazer uma poledance para o marido. O marido não se excitou por causa do estresse no trabalho. A barra ficou ali, inútil, como um obstáculo no quarto do casal, esperando por uma obra no apartamento que a retirasse.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

microcena

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

1944 - Emissão Comemorativa da 3ª Exposição Filatélica Portuguesa


João Paulo Mesquita Simões


Emissão constituida por quatro valores, foi desenhada por Alberto de Sousa, representando um postilhão e no canto superior direito, o Escudo Português. A gravura é de Arnaldo Fragoso e a série foi impressa na Imprensa Nacional Casa da Moeda.
O papel é liso, médio ou espesso em folhas de cem selos com denteado 11,5.
Os valores de cada selo são de $10, $50, 1$00 e 1$75, sendo este último o representado na imagem.
O período de circulação desta emissão foi de 20 de Maio de 1944 a 1 de Abril de 1948.


(Baseado em Livros Electrónicos de Carlos Kullberg)


Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, volume 2 pág. 2922, Postilhão 1. (Do it. postiglione, de posta correio) (...) Homem encarregue de de transportar, a cavalo e com rapidez, notícias ou correspondência entre várias localidades; homem encarregue da correspondência postal. 2. Boleeiro de diligência ou mala-posta. 3. Mensageiro.
Já no início deste Blogue falei da necessidade que o Homem tem de se comunicar. Olhando para a nossa História, o Correio é também uma forma de comunicação.
Ao longo dos tempos, foram várias as formas de fazer chegar as mensagens aos seus destinatários. Os Faraós no Antigo Egipto, mandavam os Mensageiros a pé entregar as Leis, mais tarde, os Persas foram os que deram um grande desenvolvimento ao Correio, utilizando para isso os cavalos. A informação chegava muito mais rápidamente. Os Romanos mantinham um serviço regular de correio Cursus Publicus.
No nosso país, os senhores incumbiam os seus vassalos de transportar o correio até que, em 1520, D. Manuel, mandou passar uma carta de Correio-Mor a Luis Homem, cavaleiro de sua casa, ficando definido o correio público que, durante muitos anos, continuou a utilizar o cavaleiro (postilhão) levando o correio na mala-posta ao destino.
Com o passar do tempo, e a reforma postal de Rolland Hill, o surgimento do primeiro selo no Mundo e mais tarde em Portugal, os Correios tiveram uma enorme evolução.
O selo, de facto, foi um elemento importantíssimo no envio das cartas. Mas, também como já disse aqui, o Progresso continua! E o selo hoje já não é tão utilizado nas cartas, nem estas são tão usadas devido ao aparecimento do correio electrónico.
Esta 3ª Exposição Filatélica Portuguesa, foi realizada na Sala Portugal da Sociedade de Geografia de Lisboa, de 20 a 30 de Maio de 1944 onde, além da série comemorativa, estiveram muitas outras colecções de selos, as melhores a nível nacional.
Foi também emitido um bloco com os quatro selos que compõem a série.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Qual’é tua tara? Beber sangue?!

de Miguel Angel
(Continuação da peça Ágata&Cia. Ver 1ª parte AQUI)


ÁGATA (Para den
tro do quarto)
Pode sair! (Pausa. Mário reaparece. Está aterrado. Quando se vê fora do quarto, corre e se joga numa poltro
na apertando o rosto entre as mãos. Ágata encosta a porta, mas ao tentar trancá-la, Sônia a interrompe)


SÔNIA
Peraí. Deixa eu vê esse negócio. (Ágata com ar de profundo cansaço se afasta.
Sônia entra lentamente. Pausa. Um grito sufocado e ela reaparece, enojada. Ágata não ousa olhar para ela. Sônia vai-se refazendo; olha para um e outro) Que foi que vocês fizeram? Velha! Que sujeira é aquela?

ÁGATA
Você me conhece. Minha filha. Cê sabe que seria incapaz de uma coisa dessas. Acontece que... que também tó sendo vítima. Vítima do... das circunstâncias!

SÔNIA
Que cê tá falando, porra! Perguntei se você tem a ver com aquela sujeira toda! Vai, responde. (Ágata vai abrir a boca mas surpreende-se quando Mário fala, quase murmúrio)

MÁRIO
Fui eu.

SÔNIA
E quem é você, velho? Qual’é tua tara? Beber sangue?! Te avisei, velha! Um dia esses caras vão aprontar. Mas você, nem aí. Olhaí que virou o quarto que já foi meu: um necrotério!

ÁGATA
Como podia saber? Aquela moça. "Seu" Mário, ele nunca... Foi tão de repente como um... acidente! Isso! Não é "seu" Mário? Foi ele, sim. Saiu do quarto apavorado. Vou lá, vejo aquilo e... Sônia, te juro! Foi como se...

SÔNIA
Não quero saber! Aquele quarto foi meu começo do inferno, agora vai ser teu fim. (Pega a bolsa. Vai até o bar e se serve; bebe; tosse, diante dos olhares tensos dos dois. Está pronta para sair. Ágata se interpõe)

ÁGATA
Onde cê vai?

SÔNIA
Sumir daqui.

ÁGATA
Sônia, agora que cê já sabe?

SÔNIA
E daí? Cê tava me botando pra fora agora mesmo!

ÁGATA
Não queria que você se envolvesse. Mas agora.

SÔNIA
Ah, agora! Agora me querem cúmplice? Isto aqui fede! Sai da minha frente! (Esboça a saída)

MÁRIO
Dona Ágata! Pelo amor de Deus, segura ela! Tá querendo nos entregar!

SÔNIA
Pelo amor de quem? Olha só o cara de pau! Ele se mandou desta merda quando sacou a cagada que fez deixando que animais como você tenham nascido! Entregar? Por que não, velho degenerado?

ÁGATA
Não. Não vai fazer nada disso.. (Tom) Vem cá, filha. Senta aqui, vamos conversar. Você sabe. Estaria perdida, me acusariam também. (Ela senta, assinalando o espaço vazio a seu lado; aguarda "mártir". Subitamente soa a campainha. Tensão. Pausa. Campainha novamente. Sônia hesita por instantes; rapidamente vai até a porta. Abre-a. Pausa. Dando um passo, entra Pedro. Vai falar, mas se apercebe do clima inquietante.)

SÔNIA (Aliviada)
Pedro! Esperei tempão. (Mário se encolhe mais ainda. Ágata se afasta para um canto)

PEDRO (Desconfiado)
Que tá havendo?

SÔNIA
Vamos s'imbora daqui. Vamos nessa que o pedaço aqui tá é fedendo.

PEDRO
E a minha jogada?

SÔNIA
Vai ter que procurar outro mocó pra se esconder.

PEDRO
Peraí. Qual é, Sônia? Tinha tudo planejado. Os amigos tão sabendo. Mas...
(Observa o lugar inquieto) Tá parecendo todo mundo pancada. Não tó gostando do troço. (Vendo Mário, que continua amedrontado, interroga Sônia com sinais)

SÔNIA
Esse aí? É degenerado. Amigo de "mamãe".

PEDRO
Que foi? Que ta havendo? Diz aí, gata.

ÁGATA (Ligeira, se intrometendo, sorriso amarelo)
Nada! Quer dizer, a gente discutiu um pouco, sim. Ficamos nervosos, mas já passou. (Para Sônia implorando cumplicidade) Não é, minha filha?

SÔNIA
Não, não é. (Para Pedro) Quero te mostrar uma coisa. Vem cá.

ÁGATA
Sônia, deixa o Pedro fora disso. (Para Pedro) É problema de família, entende, moço? Acho até melhor se mandar... antes que fique pior.

PEDRO
Pior? Não tó gostando desse papo. Vem cá Sônia, tu sabe que não quero sujeira pro meu lado.

sônia
Por enquanto tá limpo. Tó te dizendo. Vai lá, naquele quarto.

PEDRO (Cautela)
Que que tem lá?

ÁGATA (Rápida)
Nada, Pedro meu filho... Sônia, pra quê isso?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

DICA DA SEGUNDA - COCO ANTES DE CHANEL

Texto: Divulgação


Uma garotinha é deixada junto com a irmã num orfanato no coração da França, e todos os domingos ela espera, em vão, que o pai volte para buscá-la…


Uma artista de cabaré com voz fraca que canta para uma plateia de soldados bêbados…


Uma humilde costureira que conserta bainhas nos fundos de uma alfaiataria de cidade pequena…


Uma cortesã jovem e magricela, a quem seu protetor, Etienne Balsan, oferece um refúgio seguro, em meio a um ambiente de decadência…


Uma mulher apaixonada que sabe que nunca será a esposa de ninguém, recusando-se a casar até mesmo com Boy Capel, o homem que retribuiu seu amor…


Uma rebelde que considera as convenções de sua época opressoras e prefere usar as roupas dos homens com quem se envolve…


Esta é a história de Gabrielle “Coco” Chanel, que começa a vida como uma órfã teimosa, e, ao longo de uma jornada extraordinária, se torna a lendária estilista de alta-costura que personificou a mulher moderna e se tornou um símbolo atemporal de sucesso, liberdade e estilo.


Nota do Editor: Coco antes de Chanel é estrelado por Audrey Tautou, que ficou conhecida no filme A Fabulosa História de Amélie Poulin e também brilhou em O Código Da Vinci. É uma das musas do cinema europeu.


Informações Técnicas


Título no Brasil: Coco Antes de Chanel / Título Original: Coco avant Chanel / País de Origem: França / Gênero: Drama / Classificação etária: 14 anos / Tempo de Duração: 105 minutos /Ano de Lançamento: 2009 / Estréia no Brasil: 30/10/2009 / Site Oficial: http://www.cocoantesdechannel.com.br/
Estúdio/Distrib.: Warner Bros. / Direção: Anne Fontaine

domingo, 1 de novembro de 2009

BURACOS

Por Ed Santos

Ontem, estava passando por uma das mais movimentadas ruas da região e me deparei com um buraco enorme. Quase enfiei o carro nele, mas tive tempo suficiente para desviar e passar numa poça, jogando toda água numa senhora que estava caminhando pela calçada. Naquele local onde passei, o asfalto sumiu. A mulher coitada, que estava com uma sacola na mão, deu um grito que assustou a vendedora da loja de roupas que estava pondo água pra fora com um rodo.

Como iria parar na farmácia, fui encostando o carro e consegui estacionar. Mas a mulher em quem eu havia dado um banho vinha vindo em minha direção e aproveitou para descascar um abacaxi deste tamanho. “Desculpe senhora.” Falei, depois de passar um carão. “A culpa minha senhora, eu queria deixar bem claro, é da mudança climática que provocou essa temporada ininterrupta de chuva, e conseqüentemente ajudou a proliferar os buracos nas ruas da cidade.” – Eu disse com toda a certeza do mundo, isentando a administração pública de toda e qualquer responsabilidade e botando a culpa em São Pedro, que anda meio mau humorado.

Passei na farmácia, comprei o antigripal de costume, entrei no carro e segui viagem desviando de outro buraco, mas não conseguindo me safar de um outro que apareceu na minha frente. O impacto foi tão grande que furou um pneu dianteiro. Encostei o carro e desci. Não, não fui trocar o pneu. Fui até a padaria.

- Um copo com água, por favor?

- Mineral?

- Torneiral mesmo. É pra tomar este comprimido.

- Gripado né? – Perguntou o curioso balconista.

- Um pouco. Quero me prevenir.

- Prevenir? Com essa chuvarada? É ruim, hein!

- Basta o meu carro com o pneu furado! Esses buracos! Pelo menos cuido da saúde!

- É. É melhor acender uma vela pra São Pedro, oferecer um ovo pra Santa Clara e rezar um terço pra São Cristóvão!

- São Cristóvão?

- É. O protetor dos motoristas.

- E o que faço pra acabar com os buracos?

- Só apelando pra Deus, porque pros políticos... Tá difícil né patrão?

- Nem fala. Cada dia pior. Infelizmente a gente tem de esperar a boa vontade deles e torcer pra que o problema seja resolvido. Já é o terceiro pneu que estoura só este mês. Desse jeito eu vou à falência. Meu vizinho perdeu dois só ontem, sem contar com alinhamento, balanceamento e amortecedores.

- Nossa. E o pior é que ouvi dizer que o problema não para por aí.

- É?

- Dizem por aí que falta asfalto pra tapar os buracos.

- Que absurdo!

- Pro senhor ver.

- É buraco no chão, é buraco no orçamento! Tá difícil! É, vou indo, parou a chuva. Ainda tenho que trocar o pneu. Tchau!

- Tchau! Melhoras!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O CAÇADOR

Por Dudu Oliva


Era o melhor da região. Uma vez, o desafiaram a caçar o alvo mais difícil de todos, o que está dentro do seu interior. No primeiro momento, ficou enfadado com a perseguição. Entretanto, com o decorrer do tempo, começou a gostar da busca. Quando estava preste a sobrepujar a presa, deixava-a fugir, para retornar ao acossamento.